Coinbase quer marco para stablecoins e aponta 29 milhões de eleitores cripto

AB
Alexandre Bianchi
Fundador · Bianchi Capital & Zayion AI · investidor de cripto desde 2016
Autor de “O Manual do Criptoinvestidor”+150 mil seguidores~10 anos de mercadoPresença na RedeTV
Resumo: A Coinbase defende a manutenção das stablecoins dentro do marco legal dos ativos virtuais no Brasil e rejeita a cobrança de IOF sobre essas operações. A empresa destaca que 29 milhões de brasileiros já tiveram criptoativos, reforçando o peso do tema nas eleições de 2026.

A Coinbase, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo, publicou nesta semana um posicionamento estratégico sobre a regulação de stablecoins no Brasil, mirando o debate eleitoral de 2026. A empresa pede que o próximo governo mantenha as stablecoins sob o atual marco legal dos ativos virtuais, sem imposição de IOF, e ressalta que cerca de 29 milhões de brasileiros já possuem ou possuíram criptoativos – equivalente a um sexto da população adulta.

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Stablecoins e regulação: o que está em jogo

As stablecoins – criptomoedas atreladas a moedas fiduciárias como o dólar ou o real – vêm ganhando espaço no mercado brasileiro, tanto para pagamentos quanto para remessas internacionais e proteção de patrimônio. Atualmente, elas são reguladas pelo marco dos ativos virtuais, aprovado em 2022, que atribui ao Banco Central a supervisão e à Receita Federal a fiscalização tributária.

No entanto, há discussões em andamento sobre a possibilidade de incluir as stablecoins em regimes tributários mais rígidos, como a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em transações envolvendo esses ativos. Para a Coinbase, essa mudança poderia frear a inovação, prejudicar consumidores e afastar empresas do setor.

O peso do eleitorado cripto nas eleições de 2026

Em seu levantamento, a Coinbase aponta que 29 milhões de brasileiros já tiveram algum tipo de criptoativo, número que representa aproximadamente 1 em cada 6 adultos do país. Esse contingente, segundo a corretora, pode influenciar o debate político e as decisões regulatórias nos próximos anos, especialmente com o crescimento do uso de stablecoins como alternativa ao sistema bancário tradicional.

A presença massiva de investidores e usuários de criptoativos sugere que temas como regulação, tributação e acesso a stablecoins podem ganhar destaque nas plataformas dos candidatos à presidência e ao Congresso em 2026. A Coinbase defende que, ao garantir regras claras e justas, o Brasil pode se consolidar como referência em inovação financeira na América Latina.

Posicionamento da Coinbase e impactos para o mercado

No documento divulgado, a Coinbase pede que as stablecoins continuem sob o marco atual dos ativos virtuais, sem a criação de tributos adicionais como o IOF. A empresa argumenta que essa abordagem estimula a competição, amplia o acesso da população a soluções financeiras modernas e contribui para a inclusão de milhões de brasileiros no sistema digital.

Além disso, a corretora alerta que mudanças abruptas podem gerar insegurança jurídica e desincentivar investimentos em infraestrutura de blockchain e inovação. O posicionamento da Coinbase ecoa preocupações já manifestadas por outras empresas do setor, que veem o Brasil como um dos mercados mais promissores para stablecoins e DeFi na região.

Expectativas e próximos passos

Com o cenário eleitoral se aproximando, a expectativa é que as propostas para o setor de criptoativos ganhem espaço nos debates públicos. O posicionamento da Coinbase pode influenciar tanto o Congresso quanto os órgãos reguladores, pressionando por uma abordagem que favoreça o crescimento sustentável do mercado de stablecoins.

Os próximos meses devem ser decisivos para definir se o Brasil manterá um ambiente favorável à inovação ou adotará regras mais restritivas para o segmento. Investidores, empresas e usuários devem acompanhar de perto as discussões e eventuais alterações no marco regulatório.

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Quem escreve no CoinsFrontier

Alexandre Bianchi

Fundador da Bianchi Capital e do Zayion AI. ~10 anos no mercado de ativos digitais, autor de referência e presença na mídia.

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