SAMBA: nova blockchain brasileira permitirá pagamentos globais com Pix e stablecoins

AB
Alexandre Bianchi
Fundador · Bianchi Capital & Zayion AI · investidor de cripto desde 2016
Autor de “O Manual do Criptoinvestidor”+150 mil seguidores~10 anos de mercadoPresença na RedeTV
Resumo: A Samba Network, nova blockchain brasileira, promete processar até 100 mil transações por segundo e unificar pagamentos globais via Pix e stablecoins. O projeto foi apresentado por Rocelo Lopes durante evento na Suíça e mira facilitar remessas internacionais e integração cripto.

A tecnologia blockchain nacional acaba de ganhar destaque internacional com o anúncio da Samba Network, uma nova rede desenvolvida para conectar pagamentos instantâneos do Pix a stablecoins, viabilizando transferências globais rápidas e seguras. A novidade foi revelada por Rocelo Lopes, fundador da Truther e Chief of Digital Currency da Rezolve AI, durante o Plan B Forum em Lugano, na Suíça, e deve impactar o ecossistema de pagamentos digitais e cripto no Brasil e no exterior.

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O que é a Samba Network e por que ela importa

Em um mercado onde a integração entre sistemas bancários tradicionais e criptoativos ainda enfrenta barreiras, a Samba Network surge como uma solução inovadora. Sua proposta central é permitir que usuários realizem pagamentos e transferências internacionais utilizando tanto o Pix quanto stablecoins lastreadas em dólar, euro e real. A rede foi projetada para suportar até 100 mil transações por segundo (TPS), um número significativamente superior ao de blockchains tradicionais como Bitcoin ou Ethereum, e até mesmo à infraestrutura do Pix.

O objetivo é oferecer uma experiência fluida para remessas, pagamentos comerciais e operações cross-border, reduzindo custos e prazos, além de ampliar a inclusão financeira de brasileiros no exterior e empresas que atuam globalmente.

Protocolo SS4P: o padrão brasileiro para pagamentos com stablecoins

Um dos diferenciais técnicos da Samba Network é a implementação do SS4P (Standard for Stablecoin Payment), um protocolo criado para padronizar e simplificar pagamentos com stablecoins entre diferentes carteiras e plataformas. Isso viabiliza a interoperabilidade entre sistemas, facilitando tanto o uso corporativo quanto de varejo.

Com o SS4P, a Samba Network pretende se posicionar como referência nacional e internacional em pagamentos digitais, aproveitando a familiaridade dos brasileiros com o Pix e a crescente adoção de stablecoins como alternativa para proteção cambial e envio de valores ao exterior.

Impacto no mercado cripto e potencial de adoção

A iniciativa chega em um momento de expansão do mercado de stablecoins no Brasil, impulsionada pela instabilidade do real e pela busca de alternativas mais ágeis para transferências internacionais. Dados da Chainalysis apontam que o volume transacionado em stablecoins por brasileiros já ultrapassa US$ 25 bilhões anuais. Ao unir o Pix, método preferido de pagamentos locais, com stablecoins, a Samba Network pode se tornar um elo fundamental entre o sistema financeiro tradicional e o universo cripto.

Outro ponto de destaque é a escalabilidade: ao prometer 100 mil TPS, a Samba Network se posiciona à frente de blockchains globais em termos de capacidade, o que pode atrair empresas de remessas, fintechs e plataformas de e-commerce buscando alternativas mais eficientes para pagamentos internacionais.

Desafios regulatórios e próximos passos

Apesar do potencial, a Samba Network terá de navegar questões regulatórias tanto no Brasil quanto em outros mercados. O uso de stablecoins e a integração com o Pix ainda são temas sensíveis para autoridades monetárias, que buscam garantir a segurança e a rastreabilidade das operações. O sucesso do projeto dependerá da colaboração com reguladores, bancos e empresas de tecnologia.

Os próximos meses devem ser marcados pelo lançamento de pilotos e parcerias estratégicas, enquanto investidores e desenvolvedores acompanham a evolução técnica e a aceitação do mercado diante dessa nova infraestrutura de pagamentos.

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Quem escreve no CoinsFrontier

Alexandre Bianchi

Fundador da Bianchi Capital e do Zayion AI. ~10 anos no mercado de ativos digitais, autor de referência e presença na mídia.

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