Bear market do Bitcoin foi “relativamente fácil” perto dos anteriores, diz Anchorage Digital
O mercado de baixa que levou o Bitcoin a patamares próximos de US$ 58 mil em 2026 foi classificado como “relativamente fácil” em comparação aos ciclos anteriores, conforme análise de David Lawant, head de research da Anchorage Digital. A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante a Digital Asset Conference 2026, realizada em São Paulo, e chama atenção para as mudanças estruturais que vêm ocorrendo no universo cripto.
Bear market atípico: o que mudou desta vez?
Historicamente, bear markets do Bitcoin foram marcados por quedas bruscas — em ciclos passados, como o de 2018, o BTC chegou a perder mais de 80% de valor em relação ao topo histórico. Em contraste, o recuo mais recente, que levou o preço do Bitcoin de um pico próximo de US$ 73 mil para a faixa dos US$ 58 mil, representou uma correção de cerca de 20%. Segundo Lawant, essa diferença evidencia uma maturidade maior do mercado e a presença de novos atores institucionais, que ajudaram a conter movimentos extremos.
Fatores que suavizaram o impacto
Entre os elementos que contribuíram para um ciclo de baixa menos intenso, o executivo da Anchorage Digital destacou a entrada de grandes fundos e ETFs de Bitcoin, que aumentaram a liquidez e deram maior estabilidade ao mercado. Além disso, o fortalecimento de infraestruturas regulatórias e o avanço de soluções de custódia institucional também foram apontados como pilares para a resiliência do setor.
Outro ponto relevante é o amadurecimento dos investidores, que passaram a usar estratégias de proteção e diversificação, evitando vendas em pânico. Lawant ressaltou ainda que o interesse contínuo de empresas e governos em explorar a tecnologia blockchain ajudou a manter o otimismo de longo prazo, mesmo durante a fase de retração.
Comparativo com ciclos anteriores de baixa
No ciclo de baixa de 2018, o Bitcoin despencou de US$ 20 mil para menos de US$ 4 mil, enquanto em 2022, a queda foi de US$ 68 mil para US$ 16 mil. Ambos os episódios foram acompanhados de uma onda de liquidações, falências de corretoras e projetos colapsando. Em 2026, apesar da queda para US$ 58 mil, o ecossistema mostrou-se mais robusto, com menos casos de insolvência e maior capacidade de absorver choques.
Esse novo cenário reflete o crescimento da participação institucional e o amadurecimento das práticas de gestão de risco. Para investidores, isso significa um ambiente menos volátil e mais previsível, embora ainda sujeito às oscilações típicas dos ativos digitais.
O que observar daqui para frente
Apesar do tom otimista, Lawant alertou que o mercado cripto segue exposto a riscos regulatórios e macroeconômicos. A expectativa é que futuras correções sejam menos abruptas, mas ainda representem oportunidades e desafios para investidores. O papel dos ETFs, a adoção corporativa e o desenvolvimento de novas soluções DeFi devem continuar no radar de quem acompanha o setor.
Quer operar cripto com apoio de inteligencia artificial? Conheca o Zayion AI, o assistente de trading da Bianchi Capital.
Com informacoes de BeInCrypto Brasil. Setembro de 2026.
Resultados e relatos reais de quem usa o Zayion

Sinal Zayion: SHORT SKY/USDT +5%

Operação fechada com +54,72% de PnL

Relato de usuário: “teve bons lucros realizados já”
Prints reais enviados por usuários. Resultados individuais e não representam garantia de rentabilidade. Conteúdo educacional, não é recomendação de investimento.
Leia também
- Ethereum sinaliza 3 indicadores on-chain que mostram que compradores estão presentes
- Por que as ações da SpaceX caíram 4% dias antes do maior voo do Starship?
- Exchange Bitget sofre suposto ataque hacker com prejuízo acima de US$ 170 milhões
Receba as melhores análises de cripto no seu e-mail
Automação, bots e sinais sem caixa-preta — direto no seu e-mail. Grátis.
Sem spam. Cancele quando quiser.
✅ Pronto! Confira seu e-mail (e a caixa de promoções) para confirmar.
